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Condicionamento clássico adestramento caxias

Reflexos e extinção Pavloviano

Reflexo

É noite, e você está dormindo em um quarto escuro. De repente, alguém acende a luz. Seus olhos se fecham no mesmo momento. O fechar dos olhos é um reflexo. O acender a luz é o estímulo que elicia (provoca) o fechar dos olhos, que por sua vez é chamado resposta.

Quando um médico bate no seu joelho (no tendão patelar) com um martelinho para ver seu reflexo patelar. A batida é o estímulo e o movimento da perna é a resposta. O resultado do estímulo-resposta é chamado reflexo.

Estímulo neutro

Quando um estímulo qualquer não elicia nenhuma resposta, ele é então chamado de estímulo neutro.

Um cachorro, ao ouvir pela primeira vez a frase “vamos passear?” não esboça nenhuma reação. A frase “vamos passear?” é um estímulo, e por não eliciar nenhuma resposta, é considerada um estímulo neutro.

Com o passar do tempo, o cão passa a associar a frase com o passeio. E então, ao ouvi-la, passa dar pulos de alegria. A frase é o estímulo, e por causar uma resposta (pulos de alegria), é agora um estímulo condicionado.

Resposta incondicionada

O cachorro, ao colocar pela primeira vez o petisco na boca, tem a secreção da saliva eliciada. Isso ocorre de forma automática e não há um controle consciente da resposta (salivar).

Como é a primeira vez que pomos um petisco na boca do cachorro, e esse elicia a salivação, e não podemos atribuir essa resposta à aprendizagem. Portanto, essa é uma resposta incondicionada.

Reflexo incondicionado

O piscar os olhos ao entrar em contato com uma forte luz. O mover a perna após a batida do martelo no joelho. Retirar a mão rapidamente e imediatamente após encostar em uma chapa quente. São todos esses, exemplos de reflexos incondicionados. Pois não se devem a nenhum processo de aprendizagem.

Estímulo condicionado, resposta condicionada e reflexo condicionado

Um cão que nunca ouviu a palavra petisco, essa não eliciará nenhuma resposta. É portanto um estímulo neutro.

Para que a palavra petisco passe a fazer algum sentido, deverá ser associada a secreção de saliva (resposta incondicionada). Para tanto, é necessário que o som da palavra seja ouvido simultaneamente a entrega do petisco. Somente dessa forma será feita a associação, e então haverá o condicionamento da salivação mediante a palavra. Tal como o pular do cão ao ouvir a frase “vamos passear”.

 

Dessa maneira, a palavra petisco (estímulo) passará a eliciar, mesmo sem apresentação do petisco, a salivação (resposta). Destarte, a palavra petisco agora é um estímulo condicionado e a salivação uma resposta condicionada.

 

Depois do aprendizado, a palavra petisco se torna um estímulo condicionado que elicia a salivação. Neste caso, a salivação é a resposta condicionada em um reflexo condicionado.

Em outras palavras:

Estímulo Condicionado + Resposta Condicionada = Reflexo Condicionado

Extinção

Ao som da palavra “petisco” (estímulo condicionado) o cão passa a salivar (resposta condicionada), há nesse caso um reflexo condicionado.

Mas o que aconteceria se começássemos, eventualmente, a falar a palavra “petisco” (estímulo condicionado) sem a apresentação do petisco (estímulo incondicionado)? A salivação continuaria a aparecer pois a resposta (salivação) já está condicionada.

Porém, se deixarmos de apresentar o petisco todas as vezes em que a palavra “petisco” for pronunciada, a salivação (resposta) passará a diminuir. E se nunca mais houver a presença do petisco após a palavra “petisco”, então a resposta condicionada deixará de existir.

Quando o estímulo condicionado (palavra “petisco”) deixa de eliciar a salivação (resposta condicionada), a palavra “petisco” volta a ser um estímulo neutro. Esse processo é chamado de extinção.

REFERÊNCIAS

SKINNER, Burrhus Frederic. Ciência e comportamento humano. 10° ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

HOLLAND, James Gordon; SKINNER, Burrhus Frederic. A análise do comportamento. 6° ed. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária Ltda, 1975

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